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5 tendências do YouTube em 2026 para fazer o canal crescer

Não é achismo. São movimentos que já aparecem nos dados do YouTube, nos lançamentos da plataforma e nos canais que eu gerencio. Parte deles já se confirmou.

Por Victor Jangada 27 de setembro de 2026 7 min de leitura
Victor Jangada ao lado do texto YouTube 2026 e de uma seta de crescimento
Quem entende para onde a plataforma está indo publica o vídeo certo antes de todo mundo.
Resposta rápida

As cinco tendências que mais vão mexer com o crescimento de canais no YouTube em 2026 são a volta das collabs, agora com recurso próprio da plataforma, a TV conectada como principal tela dentro de casa, a nova fase dos Shorts com ferramentas de IA e compras, a avalanche de conteúdo feito com IA e, como resposta a ela, a valorização do conteúdo real, de bastidor e de rotina.

Se você ainda acredita que é só postar e esperar que uma hora dá certo, o YouTube de 2026 vai passar por você. Dá para crescer muito mais rápido quando o seu conteúdo vai na direção em que a plataforma está indo.

Estas são as minhas cinco apostas para o YouTube em 2026. Não saíram de achismo: saíram dos dados que o próprio YouTube divulga, dos lançamentos da plataforma e do que eu vejo nos canais que eu gerencio. Algumas já se confirmaram.

O vídeo original, com as cinco apostas e os exemplos na tela.

1. A volta das collabs, agora com recurso próprio

Quem acompanha o YouTube há tempo lembra do formato. Dois criadores se encontravam, gravavam dois vídeos, e cada um entrevistava o outro para o próprio canal. O Cristian Barbosa fazia isso com o Joel Jota, o Jerônimo Theml fazia com o Bruno Gimenes.

O formato voltou. Lá fora, o Simon Squibb passou a entrevistar nomes grandes, como Alex Hormozi e Richard Branson, e o formato pegou entre os criadores de negócios. O Jon Youshaei, mentor de YouTube, publica os podcasts dele em parceria com cada convidado, e o episódio com o MrBeast chegou perto de 6 milhões de visualizações.

O que muda agora é que o YouTube criou um recurso para isso. Com o Collabs, você convida outros criadores como colaboradores do vídeo. Quando eles aceitam, o vídeo aparece com o nome e o botão de inscrição de cada canal, e pode ser recomendado para a audiência de todos.

É o que a gente já usa no canal da Júlia Wolf, que eu gerencio. A página inicial dela ganhou uma prateleira só de collabs.

Prateleira Collabs no canal da Júlia Wolf Cruz com dois vídeos: 5 Dias de Bastidores, com Camila Renaux, e 2 Estrategistas Respondem as Maiores Dúvidas, com Victor Jangada
A prateleira de Collabs no canal da Júlia Wolf: um vídeo com a Camila Renaux, sócia dela nos lançamentos, e um comigo, sobre estratégia de crescimento.

Como aproveitar: a barreira aqui é o relacionamento. Quem está em grupos de negócios e conhece outros criadores sai na frente. Se o seu canal ainda é pequeno, procure criadores do seu tamanho, com público parecido. Não precisa esperar ser grande para fazer collab.

2. A TV vira a tela principal

Essa já se confirmou. Segundo o próprio YouTube, a TV conectada passou o celular como a principal tela para ver vídeos dentro de casa no Brasil. A participação da TV na audiência de maiores de 18 anos saiu de 41% para 53% em três anos, e mais de 80 milhões de brasileiros assistem ao YouTube pela TV.

Manchete da CNN Brasil: TV conectada ultrapassa celular no consumo de YouTube no Brasil; entenda
A notícia da CNN Brasil, com os dados que o YouTube divulgou no evento anual dele para o mercado.

O YouTube sabe que navegar pelo aplicativo na TV ainda não é tão confortável quanto numa Netflix. Por isso redesenhou o aplicativo de TV para brigar de frente com os serviços de streaming: miniaturas de até 50 MB em 4K, no lugar do limite antigo de 2 MB, conversão automática com IA de vídeos de baixa resolução para Full HD, banners no estilo Netflix e organização por episódios.

Destaques da notícia sobre o novo aplicativo de TV do YouTube: layout estilo TV, miniaturas de até 50 MB em 4K, IA que converte vídeos para Full HD e organização de conteúdo episódico
Os destaques do redesenho, na cobertura da The Keyword.

A aposta no formato de episódio também já virou produto: o YouTube lançou as séries de Shorts, em que o criador organiza os vídeos em temporadas e episódios.

Como aproveitar: pense no vídeo como programa de TV, não como post.

CelularTV
QualidadeQualquer resolução passa4K, senão fica feio na tela grande
RitmoCorte rápido, de rede socialMais calmo, mais perto de programa de TV
FormatoVídeo soltoEpisódios que puxam o próximo
Chamada para ação"Link na descrição"QR code na tela, porque ninguém abre a descrição na TV
DuraçãoCurta20 a 40 minutos são bem aceitos

Quem tem podcast está em vantagem: é o tipo de conteúdo que a pessoa assiste um episódio atrás do outro, no sofá.

3. A nova fase dos Shorts

Enquanto o vídeo longo ganha a TV, o curto domina o celular, e o YouTube está equipando o Shorts para isso.

Do lado da produção, o YouTube trouxe o Veo, modelo de vídeo do Google, para dentro do Shorts, e está levando a edição com IA para o aplicativo YouTube Create. É a resposta dele ao Edits, da Meta.

Do lado da venda, o programa de afiliados do YouTube Shopping chegou ao Brasil. Quem assiste ao Short vê a etiqueta do produto, toca e vai direto para a compra. O YouTube quer deixar de ser só o lugar onde a pessoa conhece o produto e passar a ser o lugar onde ela compra, para competir com o TikTok Shop e com os marketplaces.

Como aproveitar: use as ferramentas nativas, porque plataforma costuma favorecer quem adota o que ela acabou de lançar. E se você tem produto físico, confira os requisitos do YouTube Shopping e comece a marcar produtos nos seus vídeos.

4. A avalanche de conteúdo feito com IA

Essa é a mais óbvia. Quanto melhor ficam as ferramentas de IA para texto, imagem e vídeo, mais conteúdo é produzido com elas, e isso não volta atrás.

O Instagram mostra aonde isso vai. Eu tenho recebido anúncio atrás de anúncio prometendo exatamente isso.

Anúncio no Instagram com a frase Publiquei 90 carrosséis em 30 dias, zero esforço: pego vídeo do YouTube, jogo na minha IA, colo no template e posto
Um dos anúncios que chegaram para mim no Instagram: 90 carrosséis em 30 dias, feitos com IA a partir de vídeos do YouTube.

Três carrosséis por dia, feitos em 15 minutos cada. O "zero esforço" força um pouco a amizade, mas o recado é claro: o volume de conteúdo vai explodir. No YouTube a frequência exigida é menor, então a avalanche chega com outro ritmo, mas chega. Junto vêm os influenciadores feitos inteiramente com IA, que já aparecem no Instagram, no TikTok e no YouTube.

5. O rebote: o conteúdo real

A quinta aposta é o oposto da quarta, e é consequência dela. Quando todo mundo consegue produzir conteúdo perfeito com IA, o que ganha valor é o que só uma pessoa real consegue mostrar: a rotina, o bastidor, a falha, a opinião.

O movimento já aparece. O Robert Herjavec, investidor do Shark Tank, publicou um vídeo mostrando como passa sete dias da semana.

Página de vídeos do canal do Robert Herjavec, com How a Billionaire Spends 7 Days com 3,3 milhões de visualizações e nota de outlier 15x
O canal do Robert Herjavec: o vídeo dos sete dias passou de 3,3 milhões de visualizações, 15 vezes a média do canal.

Aqui no Brasil, o Paulo Vieira modelou o formato e começou a publicar "um dia na vida". O PrimoCast criou a série "24 horas", acompanhando um empresário por um dia inteiro, e um quadro de rua perguntando o que os brasileiros sabem sobre dinheiro e marketing. E o Daniel Dan virou referência em vlog de rotina, com um cuidado de imagem tão grande que um dos vídeos mais vistos dele é justamente sobre como ele filma a própria vida.

Como aproveitar: misture no seu canal algum conteúdo de bastidor e de rotina. Bastidor não é expor a vida pessoal: é mostrar como o seu trabalho acontece de verdade, do jeito que nenhuma IA consegue inventar.

O que já se confirmou

Das cinco apostas, duas já viraram produto na plataforma. O YouTube lançou o recurso de Collabs e transformou o episódio em formato oficial, com as séries de Shorts e a organização por episódios no novo aplicativo de TV. E o dado da TV como principal tela dentro de casa veio do próprio YouTube.

As outras três seguem em curso: o Shorts ganhando ferramentas de criação e de venda, a IA inundando as plataformas e o público procurando, cada vez mais, alguém real do outro lado da tela.

Pontos principais
  • O YouTube criou o recurso Collabs, em que o mesmo vídeo aparece no canal de todos os participantes e pode ser recomendado para a audiência de cada um.
  • Segundo o próprio YouTube, a TV conectada passou o celular como a principal tela para ver vídeos dentro de casa no Brasil, e mais de 80 milhões de brasileiros assistem ao YouTube na TV.
  • Vídeo para a TV pede 4K, ritmo menos acelerado, formato de episódio e QR code na tela no lugar de "link na descrição".
  • Quanto mais fácil fica produzir com IA, mais conteúdo igual aparece. O que ganha valor é o que só uma pessoa real consegue mostrar.
  • O vídeo "How a Billionaire Spends 7 Days", do Robert Herjavec, fez 15 vezes a média do canal mostrando só a rotina dele.

Perguntas frequentes

Quais são as tendências do YouTube para 2026?

As cinco que eu acompanho de perto são a volta das collabs com o recurso próprio do YouTube, o crescimento do consumo na TV, a nova fase dos Shorts com ferramentas de IA e o YouTube Shopping, a avalanche de conteúdo feito com IA e a valorização do conteúdo real, de rotina e de bastidor.

O YouTube é mais assistido na TV ou no celular no Brasil?

Dentro de casa, na TV. Segundo o YouTube, a TV conectada passou o celular como a principal tela de vídeos dentro de casa, a participação da TV na audiência de maiores de 18 anos subiu de 41% para 53% em três anos, e mais de 80 milhões de brasileiros assistem ao YouTube pela TV.

O que é o recurso Collabs do YouTube?

É o recurso que permite convidar outros criadores como colaboradores de um vídeo. Quando o convite é aceito, o vídeo aparece com o nome e o botão de inscrição de cada canal, e pode ser recomendado para a audiência de todos eles. Funciona em vídeo longo, Shorts e live arquivada.

Como adaptar um vídeo para ser assistido na TV?

Grave em 4K, use um ritmo menos acelerado do que o de rede social, pense em episódios que se sucedem, troque o "link na descrição" por um QR code na tela e não tenha medo de vídeos longos. Na TV, conteúdo de 20 a 40 minutos é bem aceito.

Conteúdo feito com IA vai tomar conta do YouTube?

Vai crescer muito, porque produzir fica cada vez mais fácil. O efeito colateral é o cansaço do conteúdo igual, e é aí que ganha espaço o que só uma pessoa real consegue mostrar, como rotina, bastidor e opinião própria.

Victor Jangada
Quem escreve

Victor Jangada

Estrategista de YouTube para negócios. Gerencia canais de médicos, infoprodutores e empresários pela V2 Vídeo Marketing, com mais de 30 milhões de visualizações geradas para clientes.

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